Buscar em todo o site

Somente em agenda

Somente em comissões

Somente em galerias

Somente em publicações

Somente em setores

Somente em subseções

Somente em TED

Entrevista Conjur: Investigação do Cade sobre honorários é ilegal, diz presidente da OAB/RO

Página Inicial / Entrevista Conjur: Investigação do Cade sobre honorários é ilegal, diz presidente da OAB/RO

Presidente da OAB Rondônia, Andrey Cavalcante

Confira a entrevista do presidente da OAB/RO, Andrey Cavalcante, publicada na revista eletrônica Consultor Jurídico nesta terça-feira (16), onde fala sobre a inconstitucionalidade de investigação de honorários pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Leia abaixo a entrevista:

Não há fundamento legal para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisar a tabela de honorários definida pela Ordem dos Advogados do Brasil. Para o presidente da seccional de Rondônia da OAB, Andrey Cavalcante, essa investigação é “inconstitucional, indevida e ilegítima” porque interfere em assuntos internos da entidade.

O Cade mantém aberto um procedimento administrativo sobre parâmetros para fixar honorários, por considerar que representa indícios de cartelização.

Para Cavalcante, a definição de valores mínimos permite que a advocacia trabalhe por valores dignos e garante ao cidadão a certeza de ser representado por um bom profissional, que tem recursos para se capacitar. Na prática, afirma, a tabela “converge a uma maior segurança jurídica, fim almejado por todos”.

Sobre os problemas enfrentados pela advocacia em Rondônia, Cavalcante conta que são as altas custas cobradas pelo Judiciário estadual — que, inclusive, estão sendo questionadas no STF —, a falta de estrutura para o bom funcionamento do processo eletrônico e a ausência de servidores no INSS, o que prejudica o atendimento à advocacia.

Leia a entrevista:

ConJur — Quais são os principais gargalos da advocacia no seu estado?
Andrey Cavalcante — Uma delas são as custas cobradas pelo Judiciário estadual. Por exemplo, a Lei 3.896/2016 foi alvo de Ação Direta de Inconstitucionalidade pelo Conselho Federal da OAB (ADI 5.594). Essa norma afronta os preceitos constitucionais da isonomia, do acesso à Justiça, da ampla defesa, além daqueles que proíbem o uso da taxa para fins meramente fiscais e o uso de tributo com efeito de confisco.

Outra questão envolve o Processo Judicial Eletrônico. Desde sua implantação, o sistema tem causado diversos transtornos à atuação da advocacia. Inclusive, apresentamos o pedido de providências 0004736-66.2015.2.00.0000 ao Conselho Nacional de Justiça. A ação ainda está pendente de julgamento. Também há a falta de estrutura do INSS em Rondônia para atender advogados, o que resulta em morosidade, falta de eficiência. Um dos motivos para esses problemas é a falta de servidores.

ConJur — Quais os efeitos da reforma trabalhista para os escritórios de advocacia?
Andrey Cavalcante — O impacto não se limita aos escritórios de advocacia — por conta da diminuição da procura de serviços —, mas se estende ao trabalhador, que vivenciou o retrocesso de seus direitos sociais conquistados. Essas mudanças trouxeram um certo receio de buscar, por meio da heterocomposição, a solução de seu conflito.

ConJur — Como o senhor avalia o andamento de investigação no Cade sobre a tabela de honorários da Ordem?
Andrey Cavalcante — Na ADI 3.026, foi ratificado o caráter jurídico da OAB como entidade prestadora de serviço público independente, que não se sujeita aos ditames impostos à administração pública direta e indireta. Por isso, essa pretensão pelo Cade não se mostra razoável, sendo indevida e ilegítima por interferir em assuntos interna corporis, regulamentados em lei especial e em demais atos normativos secundários.

A definição de valores mínimos privilegia o tratamento digno e adequado imposto pela própria lei, evita o aviltamento e é uma garantia ao cidadão quanto a um padrão de cobrança, o que converge à uma maior segurança jurídica, fim almejado por todos. Assim, considerando a própria natureza jurídica da OAB, a pretensão do Cade é inconstitucional e ilegítima.

ConJur — O Ministério Público do Trabalho tem competência para ir a bancas fiscalizar se a figura do associado não está sendo usada para maquiar a relação de emprego?
Andrey Cavalcante — Como decidido na ADI 3.026, a OAB exerce uma função institucional sui generis, possui legislação específica e atos normativos específicos que devem ser aplicados na medida de suas prescrições. Tanto é que o próprio Estatuto da Advocacia, em seu artigo 7°, I e o Código de Ética e Disciplina, em seu artigo 4°, caput e parágrafo único, estabelecem que é direito do advogado exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional. Por isso, entendo que qualquer desvio de finalidade supostamente cometido por bancas de advocacia merece o devido controle, contudo, a fiscalização, conforme artigo 54, 57, artigo 15, § 2°, entre outros, compete à OAB.

Fonte da Notícia: Conjur - Brenno Grillo

Mais Publicações

Acessos Rápidos

30 Abr
16h
próximo evento

Reunião da Comissão da Mulher Advogada

Hibrida

R. Paulo Leal, 1232-1300 - Nossa Sra. das Graças, Porto Velho - RO, 76804-128

local
(69) 3217-2113 mais informações
Josué Henrique,/ Whatsapp (32172100) responsáveis

69 3217-2099 telefone
Josué Henrique RESPONSÁVEL responsável

69 69 -3217 telefone
Jane Paulino responsável

Paula Belletti responsável

Kea Alexia responsável

Manoel Bentes responsável

69 69 8-484- telefone
Kea Alexia responsável

69 69 -3217 telefone
ANA FLÁVIA,PRISCILA FIAMA responsáveis

Jheniffer Núbia (Jornalista) responsável

Kea Alexia responsável

69 69 -3217 telefone
PRISCILA FELIPE responsável

Dra. Raianne Fortes ,Dra. Saiera Silva responsáveis

69 69 3-217- telefone
JUCIELMA PALHETA responsável

Raianne Vitória,Livia Silva responsáveis

69 3217-2100 telefone
Cristiane Lima responsável

69 3217-2110 telefone
PAULA BELLETTI responsável

69 69 3-217- telefone
Kea Alexia responsável

69 69 -3217 telefone
Maike,Daniel,David responsáveis

Isa Carneiro,Rosa Brilhante responsáveis

Luana Maia responsável

69 3217-2123 telefone