O presidente da OAB Rondônia, Márcio Nogueira, concedeu uma entrevista detalhada ao jornal Correio Braziliense, onde analisou o impacto da inovação tecnológica no ecossistema jurídico brasileiro. Reconhecido como uma das principais lideranças do país na interiorização e modernização da advocacia, Nogueira defendeu o uso estratégico das novas ferramentas, mas reafirmou que a tecnologia deve servir para potencializar — e não substituir — o trabalho dos profissionais.

21/05/2026
Abaixo, destacamos os três pontos centrais abordados pelo presidente durante a entrevista:
1. A Inteligência Artificial como ferramenta indispensável
Márcio Nogueira enfatizou que a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade diária e indispensável nos escritórios. Ferramentas baseadas em IA generativa, jurimetria e automação têm otimizado tarefas repetitivas, agilizado pesquisas de jurisprudência e análise de documentos. Para o presidente, dominar essas tecnologias é um divisor de águas para a competitividade no mercado atual: “A inovação não é uma ameaça, mas uma oportunidade para ampliar as possibilidades da advocacia”, pontuou.
2. A indispensabilidade do elemento humano no processo
Apesar do avanço tecnológico imparável, o presidente foi categórico ao afirmar que o protagonismo da advocacia e a sensibilidade humana seguem insubstituíveis no ambiente judicial. Segundo ele, a IA assume o trabalho operacional para que o advogado possa se dedicar ao que realmente importa: a estratégia, a construção de soluções inovadoras e o acolhimento personalizado ao cliente. “Temos atuado para garantir que o uso da IA no Judiciário respeite o protagonismo da advocacia. A revolução tecnológica é um caminho sem volta, mas cabe a nós garantirmos que esse avanço aconteça sem que o humano seja deixado para trás. Justiça é gente cuidando de gente”, asseverou Nogueira.
3. O papel de vanguarda da OAB Rondônia na capacitação
Outro ponto alto da entrevista foi o destaque dado às ações práticas da Seccional rondoniense para preparar profissionais de todas as idades — inclusive os mais experientes — para este novo cenário. Nogueira relembrou a criação do ADVLab, o pioneiro laboratório de inovação da advocacia brasileira, que oferece cursos e treinamentos contínuos em tecnologia, gestão e inteligência emocional. A missão da Ordem, segundo ele, é garantir que a tecnologia funcione como uma ponte inclusiva para facilitar o acesso à Justiça, mantendo também o atendimento presencial e a fiscalização de decisões automatizadas no Judiciário.
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