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Entrevista revela assassinato de Agenor Martins e expõe violência agrária na formação de Rondônia

Página Inicial / Entrevista revela assassinato de Agenor Martins e expõe violência agrária na formação de Rondônia

Amir Lando revisita conflitos fundiários das décadas de 1970 e 1980, relata perseguições políticas e aponta fragilidade institucional no período de ocupação do estado

O assassinato do advogado Agenor Martins de Carvalho, ocorrido no fim da década de 1970, foi apontado como um dos episódios mais emblemáticos da violência fundiária em Rondônia. A lembrança foi feita pelo ex-senador Amir Lando durante entrevista conduzida por Vinicius Miguel, na qual foram reconstruídos acontecimentos que marcaram a formação política e social do estado. Segundo Lando, a notícia do crime foi recebida por ele durante a primeira comunhão de sua filha. Após o episódio, por questões de segurança, sua família deixou Rondônia. Apesar da repercussão institucional e da mobilização por responsabilização, ele afirmou que os mandantes não chegaram a ser punidos.

Na avaliação apresentada na entrevista, a disputa pela terra constituiu elemento estruturante da história rondoniense. O período foi descrito como marcado por conflitos persistentes, violência no campo e consolidação institucional ainda frágil. Lando associou a impunidade ao contexto político da época e ao poder exercido por grupos envolvidos nas disputas fundiárias.

Antes do desfecho trágico, Agenor Martins havia se destacado na defesa de trabalhadores rurais e pequenos posseiros. Vinculado ao MDB nos anos 1970, assim como Amir Lando, o advogado atuava no questionamento de títulos de propriedade e na contenção de conflitos envolvendo grandes proprietários. O contato entre ambos ocorreu por intermédio de Jerônimo Santana, que denunciava episódios de violência agrária. Cartas encaminhadas à Câmara dos Deputados relatavam execuções atribuídas a pistoleiros ligados a interesses fundiários. Em síntese sobre a atuação do colega, Lando declarou: “Agenor segurava a mão armada de quem queria tomar a pequena propriedade”.

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O ambiente institucional da época foi retratado como precário. A formalidade jurídica, segundo o ex-senador, não alcançava integralmente a realidade da fronteira amazônica. Ele afirmou que “a identidade das pessoas era a própria presença”, ao descrever a ausência de registros consolidados e a demora na implementação de legislação federal. Nesse cenário, prevaleceria frequentemente a lei do mais forte, com influência de grupos seringalistas e oligarquias regionais.

Críticas também foram direcionadas ao funcionamento do Judiciário. Foram mencionadas acusações de favorecimento a elites agrárias e episódios envolvendo magistrados investigados por órgãos de segurança do regime militar. À época, atuando como advogado do INCRA, Lando defendia a aplicação da função social da propriedade prevista no Estatuto da Terra, o que o colocou em confronto com setores conservadores. Ele relatou ter sido interrogado pelo Serviço Nacional de Informações sob suspeita de subversão.

Tanto Agenor quanto Lando passaram a ser rotulados como comunistas por defenderem a reforma agrária dentro dos marcos legais. O advogado, conforme narrado na entrevista, tornou-se alvo de ameaças de milícias privadas relacionadas a conflitos fundiários. Mesmo advertido sobre riscos concretos, manteve sua atuação. Sobre essa postura, o ex-senador afirmou: “Ele sabia que podia morrer”.

Décadas depois, o legado de Agenor Martins é considerado, pelo entrevistado, ainda pouco reconhecido. A iniciativa de resgate histórico foi elogiada por Lando, que defendeu maior valorização de personagens envolvidos na construção social do estado. A entrevista foi apresentada como documento histórico e sociológico, reunindo memória pessoal, relatos institucionais e reflexão sobre a violência agrária que marcou a formação de Rondônia.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO)

 

Fonte da Notícia: Ascom OAB/RO

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