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Discurso do Presidente durante Solenidade de Entrega de Credenciais

Página Inicial / Discurso do Presidente durante Solenidade de Entrega de Credenciais

Confira na íntegra o discurso do Presidente

Senhor Presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia, Márcio Melo Nogueira,

Senhor Presidente da Subseção de Cacoal, Miguel Antônio Paes de Barros Filho,

demais autoridades presentes, colegas, familiares,

e, especialmente, aos novos advogados e advogadas que hoje recebem suas credenciais.

É uma grande satisfação participar deste momento tão significativo para a advocacia.

Esta noite reúne não apenas a recepção dos novos colegas que ingressam na profissão, mas também homenagens que refletem a história, a dedicação e o compromisso com a classe.

Cumprimento, com respeito, o Dr. José Henrique Sobrinho, homenageado por sua história na advocacia, construída ao longo dos anos com dedicação e experiência.

Cumprimento também o Dr. Diógenes Nunes de Almeida Neto, cuja atuação como ex-presidente desta subseção deixou marcas importantes, refletindo um compromisso que vai além da função e que se traduz em respeito e reconhecimento pela advocacia local. Muito merecida a entrega da medalha VALTER NUNES e a entronização de quadro na galeria de Presidente.

E recebo, com muita gratidão, a homenagem que me é dirigida nesta ocasião, que divido com todos aqueles que caminharam comigo ao longo da minha trajetória.

Este é, sem dúvida, um momento de reconhecimento — mas, sobretudo, de continuidade.

E é muito simbólico que, na mesma noite em que olhamos para a história construída, também recebamos aqueles que passam a integrar, a partir de hoje, a advocacia.

Mais tarde, teremos ainda um momento especial de celebração dedicado às advogadas, o que reforça o compromisso da instituição com a valorização da mulher na advocacia.

Mas agora, este instante pertence a vocês.

Aos novos advogados e advogadas.

Eu não vou falar aqui sobre teoria da advocacia.

Vocês já estudaram isso.

E, sinceramente, quero falar de algo que está além dos livros.

Eu quero falar de algo mais simples — e mais verdadeiro.

Com o tempo, vocês vão perceber que o advogado não é lembrado apenas pelo que escreve.

Ele é lembrado pela forma como atua.

E isso aparece muito rápido.

A forma como vocês chegam em uma audiência.
A forma como tratam as pessoas.
A forma como sustentam uma palavra, mesmo quando o processo não ajuda.

O juiz observa o profissional.

E observa muito.

Observa quando o advogado estudou o caso.
Observa quando ele está repetindo um modelo.
Observa quando ele tenta convencer… e quando tenta confundir.

E isso faz diferença.

Mas há algo que vocês precisam compreender desde o início:

O advogado e o juiz não ocupam lados opostos.
Eles ocupam lugares diferentes dentro do mesmo sistema de Justiça.

O juiz precisa manter distância, equilíbrio, imparcialidade.

O advogado precisa se envolver.
Precisa acreditar na causa.
Precisa defender.

Enquanto o juiz busca enxergar o todo, o advogado enxerga a causa a partir de um lado — e isso não é um defeito.

É a própria essência da advocacia.

Mas essa defesa exige responsabilidade.
E exige respeito ao devido processo legal.

Porque há uma linha muito clara — e muito séria — entre defender e desvirtuar.
E é nessa linha que se define o profissional.

E há algo que muitos só percebem com o tempo:

A jurisprudência não nasce pronta dentro dos tribunais.
Ela é construída.

E, muitas vezes, começa na atuação do advogado — na tese bem pensada, na argumentação bem construída, na coragem de sustentar um entendimento novo.

O juiz decide.

Mas é a advocacia que provoca, instiga e impulsiona o Direito a evoluir.

Por isso, o papel de vocês é maior do que parece.

Vocês não atuam apenas em processos.
Vocês atuam com pessoas, com vidas, com responsabilidades.
Vocês participam da construção do próprio Direito.

E cabe a vocês assumir essa responsabilidade.

Outra coisa que vocês vão perceber rapidamente:

Não é quem fala mais que convence.
Não é quem escreve mais que vence.

Clareza convence.
Objetividade ajuda.
Simplicidade resolve.

E é por isso que postura não se improvisa.

Ela aparece nas pequenas coisas:
no respeito ao processo,
na lealdade com os fatos,
na forma de se dirigir ao outro lado,
e, principalmente, na forma de se dirigir ao próprio cliente.

Porque o cliente confia.
E, muitas vezes, confia sem entender.

E é nesse momento que a advocacia se revela.

Vocês terão duas opções, muitas vezes:
dizer ao cliente aquilo que ele quer ouvir…
ou dizer aquilo que ele precisa saber.

Priorizem o bem.
Priorizem o princípio da boa-fé.
Priorizem uma advocacia ética, responsável e comprometida com a justiça.

É nessas escolhas que se constrói — ou se perde — uma carreira.

Há uma frase que meu filho, Lorenzo, que também é advogado, guarda consigo:

“Não importa quantas vezes o mundo te decepcione, continue fazendo o bem.”

E fazer o bem, na advocacia, muitas vezes é fazer o correto — mesmo quando é mais difícil.

Valorizem a profissão que vocês escolheram.

Durante muito tempo, o curso de Direito foi visto quase como um caminho único.
Hoje, não. Hoje existem muitas possibilidades.

E, ainda assim, vocês escolheram estar aqui.

E eu digo a vocês: escolheram uma profissão extraordinária.

O Direito abre caminhos.
O Direito socorre aqueles que precisam.

Vocês podem advogar, lecionar, ingressar na magistratura, no Ministério Público, na Defensoria…

É uma carreira que permite crescer, se reinventar e alcançar lugares que, às vezes, nem imaginamos no início.

E eu falo isso também pela minha própria experiência.

Eu já vi advogados começarem brilhantes e não seguirem adiante.
E já vi outros começarem com dificuldade, mas com persistência… e se tornarem profissionais extremamente respeitados.

Já vi alunos que eu jamais imaginaria onde chegariam — e chegaram muito longe.

E isso me traz uma convicção muito clara:

Não é o começo que define a trajetória.
É a consistência.
É o compromisso.
É a seriedade com que vocês tratam a profissão.

E sim — é uma profissão que deve ser digna também do ponto de vista material.

Vocês precisam crescer, se estruturar, ser bem-sucedidos.

Mas nunca esqueçam:

o verdadeiro valor da advocacia não está apenas no resultado financeiro.
Está na forma como vocês constroem o caminho até ele.

A Justiça só permanece de pé quando juízes e advogados compreendem o peso da missão que exercem.

Julgar não é automático.
É decidir sobre destinos humanos.

Advogar não é apenas falar.
É assumir, com coragem e preparo, a defesa de direitos.

Por isso, juiz e advogado não são adversários.

São funções diferentes — mas absolutamente essenciais à Justiça.

Sem juiz independente, a Justiça se enfraquece.
Sem advogado livre, combativo e respeitado, ela também perde sua força.

No fim, o Direito só cumpre sua missão quando é exercido com técnica, ética, respeito e humanidade.

Porque, antes dos cargos, das teses e das decisões, existe algo maior:

o dever de servir à Justiça.

E, ao longo da minha fala, me referi a vocês como advogados… mas me incluo nesse compromisso.

Porque, assim como este é um momento novo para vocês, também é um momento novo para mim.

Estou prestes a assumir uma nova função no Tribunal, com uma responsabilidade ainda maior.

E isso reforça uma certeza:

em qualquer posição que ocupemos, o que nos sustenta é a consciência do dever, o compromisso com as pessoas e o respeito pela vida que passa pelas nossas decisões.

A vida das pessoas passa por nós.

E é preciso ter dimensão do que isso significa.

Porque poucas responsabilidades são maiores do que essa.

Sejam bem-vindos à advocacia.

Muito obrigado.

Fonte da Notícia: Ascom OAB/RO

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